Resposta do Namoro No Portao

Resposta do Namoro No Portao

Letra Resposta do Namoro No Portao

Recebi uma cartinha, veio de Três Coração
De uma moça da cidade fazendo reclamação
Diz que anda sentida com esses folgazão
Por nós censurá o namoro em portão
Para a senhorita eu peço perdão
Pois não era essa a nossa intenção, ai

É coisa que eu sigo já por tradição
Mocinha educada e de linda feição
Nem com uma flor eu faço judiação

Vejam só as moça do sítio
Que tem a pele queimada
São que nem a flor do campo
No rigor acostumada

Pela criação são meia acanhada
Mas não vão na lábia dos conversa fiada
Quando é no domingo se põe na pomada
Logo vem o noiva a galope na estrada, ai

É um moço direito sem vício de nada
Já tem quatro alqueires de roça plantada
E a sua viola é o cabo da enxada

O namoro lá na roça tem outro regulamento
Pro rapaz falar com a moça pede o consentimento
E assim mesmo o namoro é da porta pra dentro
Com todo respeito e sem agarramento

O véio de perto que nem monumento
Com o rabo dos zóio segue os movimento
Pra roubar um beijinho é mesmo um tormento
E o caboclo vendo que não marca o tento
Remédio que tem é só casamento

Pra pôr o pingo no í
Neste ponto eu arremato
Respeito e sinceridade
Viva o povo lá do mato

Uma moça só casa se ama de fato
Disposta a enfrentar até os maltrato
Se apega nos filhos que nem carrapato
Respeita o marido evitando os boato, ai

Porque neste mundo tirano e ingrato
É sempre os filhos é quem paga o pato
Quando um casal vive que nem cão e gato

Outras letras de Zico e Zeca

Letra Relógio quebrado

Vou contar uma passagem
na vida de dois irmãos
que viviam discutindo a respeito a religião
O Zezé que era o mais velho
tinha sua devoção
Na hora dele ir deitar fazia suas oração

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Letra Dona Jandira

Quando eu era um folgazão novo
Se eu contar sei que o povo admira
Eu cantei em muito bar importante
E também nos teatro caipira
Eu cantava com uma moreninha
Para aqueles arrebaldes, para aqueles catira
Que o povo todo admirava
Por ver o bom peito da Dona Jandira

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Letra Dona Felicidade

Quem passar naquela estrada, vê uma casinha amarela
E uma varanda enfeitada e um canário na janela
Tem um jardim e um pé de jasmim
Feliz assim, eu vivo com ela

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Letra O Mineiro Não Faz Feio

Fui passear em Poços de Caldas, a rainha do veraneio
Vou contar o que aconteceu, a história eu não floreio
Avistei um cavaleiro
Perguntei da onde veio
Venho vindo do Rio Grande sou da terra do rodeio
Tô aqui só de passagem, neste chão eu não apeio

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Letra Despedida de Um Filho

Adeus sertão
Adeus flores da cascata
Hoje nesta serenata
Eu venho me despedir
Até a Lua
Lá no céu enche de mágoa
Geme o vento e chora as águas
Por ver um filho partir

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Letra A Caneta e a Enxada

“Certa vez uma caneta foi passear lá no sertão
Encontrou-se com uma enxada, fazendo uma plantação.
A enxada muito humilde, foi lhe fazer saudação,
Mas a caneta soberba não quis pegar na sua mão.
E ainda por desaforo lhe passou uma repreensão.”

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Letra Pracinha

Sou caboclo calejado
No sertão eu fui criado
Tenho o meu peito bronzeado
De tanto o Sol me queimar
Também já fui fuzileiro
Do pavilhão brasileiro
E lá na terra do estrangeiro
Voluntário eu fui lutar
O mundo pode ser belo
Mas o meu verde e amarelo
Tá em primeiro lugar

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Letra Fazenda São Francisco

Na fazenda São Francisco
Na beira do rio da morte
Com outro caminhoneiro
Traquejado no transporte
Fui buscar uma vacada
Para um criador do norte
Na chegada eu pressenti
Que era dia de sorte
Depois do embarque feito só ficou um boi de corte

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Letra Priminha Linda

Esta terra é muito boa
Tem alguém que eu estimo
Quando nós nos encontramos
Damos beijos e repetimos

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Letra Duas Balas de Ouro

Eu inventei essa moda e não reparei no defeito
Inventei ela chorando sofrendo daquele jeito
Um caboclo apaixonado nunca faz nada direito
Coração que só padece faz morada nesse peito

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