Guerra de Poesia

Guerra de Poesia

Letra Guerra de Poesia

O filho longe de casa
Não tem socorro do pai
É hoje que a terra treme
No balanço a gente vai

Quem ganha chora de alegre
Quem perde cantando sai
Nesta guerra de poesia
Quem perder cantando cai

Estando alegre eu choro
E triste vivo cantando
Quero que todos me ajudem
E saio daqui chorando

Na tristeza é que eu canto
Alegre vou soluçando
Não quero que vocês deixem
Que eu saia daqui cantando

Companheiro, me ajude
Nós vamos entrar na dança
Quero ver a minha terra
Toda cheia de esperança

Homens cortando o cabelo
E as muié usando trança
Quero ver a liberdade
Onde a minha vista arcança

Escritor e jornalista
Escrever com segurança
Para vocês da cidade
Peço um voto de confiança

Meu sertão está pedindo
Carinho como criança
O coitado está sozinho
Lutando e quebrando lança

Sordado ganha medalha
Se for valente na guerra
O poeta é festejado
Exaltando a sua terra

Numa guerra de poesia
Quem perde não vê tristeza
Esta luta de poeta
Enche o mundo de beleza

Bem por isso estou aqui
Pedindo de coração
Homens de boa vontade
Ajudem o meu sertão

Eu já vou me retirando
Desta guerra de poesia
O sertão está esperando
O meu choro de alegria

Outras letras de Zico e Zeca

Letra Relógio quebrado

Vou contar uma passagem
na vida de dois irmãos
que viviam discutindo a respeito a religião
O Zezé que era o mais velho
tinha sua devoção
Na hora dele ir deitar fazia suas oração

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Letra Dona Jandira

Quando eu era um folgazão novo
Se eu contar sei que o povo admira
Eu cantei em muito bar importante
E também nos teatro caipira
Eu cantava com uma moreninha
Para aqueles arrebaldes, para aqueles catira
Que o povo todo admirava
Por ver o bom peito da Dona Jandira

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Letra Dona Felicidade

Quem passar naquela estrada, vê uma casinha amarela
E uma varanda enfeitada e um canário na janela
Tem um jardim e um pé de jasmim
Feliz assim, eu vivo com ela

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Letra O Mineiro Não Faz Feio

Fui passear em Poços de Caldas, a rainha do veraneio
Vou contar o que aconteceu, a história eu não floreio
Avistei um cavaleiro
Perguntei da onde veio
Venho vindo do Rio Grande sou da terra do rodeio
Tô aqui só de passagem, neste chão eu não apeio

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Letra Despedida de Um Filho

Adeus sertão
Adeus flores da cascata
Hoje nesta serenata
Eu venho me despedir
Até a Lua
Lá no céu enche de mágoa
Geme o vento e chora as águas
Por ver um filho partir

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Letra A Caneta e a Enxada

“Certa vez uma caneta foi passear lá no sertão
Encontrou-se com uma enxada, fazendo uma plantação.
A enxada muito humilde, foi lhe fazer saudação,
Mas a caneta soberba não quis pegar na sua mão.
E ainda por desaforo lhe passou uma repreensão.”

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Letra Pracinha

Sou caboclo calejado
No sertão eu fui criado
Tenho o meu peito bronzeado
De tanto o Sol me queimar
Também já fui fuzileiro
Do pavilhão brasileiro
E lá na terra do estrangeiro
Voluntário eu fui lutar
O mundo pode ser belo
Mas o meu verde e amarelo
Tá em primeiro lugar

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Letra Fazenda São Francisco

Na fazenda São Francisco
Na beira do rio da morte
Com outro caminhoneiro
Traquejado no transporte
Fui buscar uma vacada
Para um criador do norte
Na chegada eu pressenti
Que era dia de sorte
Depois do embarque feito só ficou um boi de corte

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Letra Priminha Linda

Esta terra é muito boa
Tem alguém que eu estimo
Quando nós nos encontramos
Damos beijos e repetimos

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Letra Duas Balas de Ouro

Eu inventei essa moda e não reparei no defeito
Inventei ela chorando sofrendo daquele jeito
Um caboclo apaixonado nunca faz nada direito
Coração que só padece faz morada nesse peito

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