Casando Fugido

Casando Fugido

Letra Casando Fugido

Tenho o meu burrão de raça
Que é uma taça lá no meu retiro
Pra falar memo a verdade
Em quarqué cidade ele enfrenta tiro

Quando eu levanto meu braço
Ele espicha o passo e dá um suspiro
Meu burrão já tá na história
Tem tanta vitória que até me admiro

Na cidade de Campinas
Tem uma menina, disse que me ama
Fui pedir a mão da moça
O véio vez força, quase que nós trama

A moça muito faceira
Sem fazer zoeira se jogou na cama
Garantiu pro meu amigo
De fugir comigo no burrão de fama

Chegando o dia marcado
Eu saí armado pra encontrar com ela
Mas como o prédio era baixo
Eu encostei o macho na sua janela

Quase que eu caí de susto
Quando eu vi o busto da linda donzela
No meu fino pensamento
Era o casamento em quarqué capela

Saímo cortando estrada
Já de madrugada no burrão ruano
O pai dela era um torpedo
Que inté dava medo de ver o baiano

Eu fazia fé no trinta
Que eu tinha na cinta e um parmo de cano
Trinta bala na guaiaca
Dois parmo de faca que fazia dano

Bem antes de nós casá
Eu mandei sortá o burrão no pasto
Quando vortemo da igreja
Mandei vim cerveja da venda do Basto

Nisso chegou o baiano
Que vinha bufando em cima do rastro
Cochichou no meu ouvido
Casando fugido
(O que acontece, companheiro?)
É menor o gasto

Outras letras de Zico e Zeca

Letra Relógio quebrado

Vou contar uma passagem
na vida de dois irmãos
que viviam discutindo a respeito a religião
O Zezé que era o mais velho
tinha sua devoção
Na hora dele ir deitar fazia suas oração

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Letra Dona Jandira

Quando eu era um folgazão novo
Se eu contar sei que o povo admira
Eu cantei em muito bar importante
E também nos teatro caipira
Eu cantava com uma moreninha
Para aqueles arrebaldes, para aqueles catira
Que o povo todo admirava
Por ver o bom peito da Dona Jandira

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Letra Dona Felicidade

Quem passar naquela estrada, vê uma casinha amarela
E uma varanda enfeitada e um canário na janela
Tem um jardim e um pé de jasmim
Feliz assim, eu vivo com ela

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Letra O Mineiro Não Faz Feio

Fui passear em Poços de Caldas, a rainha do veraneio
Vou contar o que aconteceu, a história eu não floreio
Avistei um cavaleiro
Perguntei da onde veio
Venho vindo do Rio Grande sou da terra do rodeio
Tô aqui só de passagem, neste chão eu não apeio

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Letra Despedida de Um Filho

Adeus sertão
Adeus flores da cascata
Hoje nesta serenata
Eu venho me despedir
Até a Lua
Lá no céu enche de mágoa
Geme o vento e chora as águas
Por ver um filho partir

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Letra A Caneta e a Enxada

“Certa vez uma caneta foi passear lá no sertão
Encontrou-se com uma enxada, fazendo uma plantação.
A enxada muito humilde, foi lhe fazer saudação,
Mas a caneta soberba não quis pegar na sua mão.
E ainda por desaforo lhe passou uma repreensão.”

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Letra Pracinha

Sou caboclo calejado
No sertão eu fui criado
Tenho o meu peito bronzeado
De tanto o Sol me queimar
Também já fui fuzileiro
Do pavilhão brasileiro
E lá na terra do estrangeiro
Voluntário eu fui lutar
O mundo pode ser belo
Mas o meu verde e amarelo
Tá em primeiro lugar

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Letra Fazenda São Francisco

Na fazenda São Francisco
Na beira do rio da morte
Com outro caminhoneiro
Traquejado no transporte
Fui buscar uma vacada
Para um criador do norte
Na chegada eu pressenti
Que era dia de sorte
Depois do embarque feito só ficou um boi de corte

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Letra Priminha Linda

Esta terra é muito boa
Tem alguém que eu estimo
Quando nós nos encontramos
Damos beijos e repetimos

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Letra Duas Balas de Ouro

Eu inventei essa moda e não reparei no defeito
Inventei ela chorando sofrendo daquele jeito
Um caboclo apaixonado nunca faz nada direito
Coração que só padece faz morada nesse peito

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