A Voz do Tempo

A Voz do Tempo

Letra A Voz do Tempo

No meu tempo de mocinho
Eu carregava muita ilusão
Morava numa fazenda
E ali vivia lavrando o chão
Os bailes da redondeza
Era a minha diversão
A rapaziada reunia
Todos com grande alegria
Era certeza que eu ia junto
Com os meus irmãos

Chegava de madrugada
Só pelo rangido do portão
Papai da cama dizia
Meu filho agora cadê João?
Com quem ficou Rafael?
Como demora vir Sebastião
Isto sempre repetia
Sei que o velho não dormia
Enquanto ele não ouvia
Os filhos pedir bênção

Um dia falei pra ele
Papai agora quero saber
Por que se preocupa tanto
Se todos nós sabemos viver
Meu filho sua pergunta
Deixo pro tempo lhe responder
Na hora pensei comigo
Entender eu não consigo
Isso é mania de antigo
Em tudo se intrometer

Sou casado há muitos anos
E já assisto um filho crescer
Vendo a maldade de perto
Que é bem sujeito acontecer
O nosso mundo é uma estrada
Tem muitos lados pra se pender
Por mais que eu seja disposto
Pensando em certos desgostos
As rugas deste meu rosto
Já começa aparecer

Agora eu compreendi quanto
O papai já tinha sofrido
A pergunta que eu lhe fiz
O tempo havia me respondido
Na frase que ele me disse
Somente agora encontrei sentido
Com pesar no coração
Eu lhe dou toda a razão
Fiz a ele uma oração
Papai já é falecido

Outras letras de Zico e Zeca

Letra Relógio quebrado

Vou contar uma passagem
na vida de dois irmãos
que viviam discutindo a respeito a religião
O Zezé que era o mais velho
tinha sua devoção
Na hora dele ir deitar fazia suas oração

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Letra Dona Jandira

Quando eu era um folgazão novo
Se eu contar sei que o povo admira
Eu cantei em muito bar importante
E também nos teatro caipira
Eu cantava com uma moreninha
Para aqueles arrebaldes, para aqueles catira
Que o povo todo admirava
Por ver o bom peito da Dona Jandira

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Letra Dona Felicidade

Quem passar naquela estrada, vê uma casinha amarela
E uma varanda enfeitada e um canário na janela
Tem um jardim e um pé de jasmim
Feliz assim, eu vivo com ela

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Letra O Mineiro Não Faz Feio

Fui passear em Poços de Caldas, a rainha do veraneio
Vou contar o que aconteceu, a história eu não floreio
Avistei um cavaleiro
Perguntei da onde veio
Venho vindo do Rio Grande sou da terra do rodeio
Tô aqui só de passagem, neste chão eu não apeio

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Letra Despedida de Um Filho

Adeus sertão
Adeus flores da cascata
Hoje nesta serenata
Eu venho me despedir
Até a Lua
Lá no céu enche de mágoa
Geme o vento e chora as águas
Por ver um filho partir

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Letra A Caneta e a Enxada

“Certa vez uma caneta foi passear lá no sertão
Encontrou-se com uma enxada, fazendo uma plantação.
A enxada muito humilde, foi lhe fazer saudação,
Mas a caneta soberba não quis pegar na sua mão.
E ainda por desaforo lhe passou uma repreensão.”

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Letra Pracinha

Sou caboclo calejado
No sertão eu fui criado
Tenho o meu peito bronzeado
De tanto o Sol me queimar
Também já fui fuzileiro
Do pavilhão brasileiro
E lá na terra do estrangeiro
Voluntário eu fui lutar
O mundo pode ser belo
Mas o meu verde e amarelo
Tá em primeiro lugar

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Letra Fazenda São Francisco

Na fazenda São Francisco
Na beira do rio da morte
Com outro caminhoneiro
Traquejado no transporte
Fui buscar uma vacada
Para um criador do norte
Na chegada eu pressenti
Que era dia de sorte
Depois do embarque feito só ficou um boi de corte

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Letra Priminha Linda

Esta terra é muito boa
Tem alguém que eu estimo
Quando nós nos encontramos
Damos beijos e repetimos

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Letra Duas Balas de Ouro

Eu inventei essa moda e não reparei no defeito
Inventei ela chorando sofrendo daquele jeito
Um caboclo apaixonado nunca faz nada direito
Coração que só padece faz morada nesse peito

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