Clarão

Clarão

Clarão

Entre o que está oculto e descoberto
Durante a noite a sombra se desfaz
Enquanto eu conto cada fragmento ou resto
Do que você fez, do que você faz
A boca inchada, duas taças quebradas
Nesse embate entre o que é chão e o que é mundo
Tudo é visível e você deixa a sua marca
De um jeito bem leve, de um jeito profundo

Vida ou morte, é a mesma pulsão
E você diz que eu sou um clarão, um clarão
Aberto pro que há pra se ver
Diz que eu sou um clarão, um clarão
E todo véu perde o sentido em você

Entre o que é arbítrio e destino
Eu te permito se aproximar
Cada relâmpago pode ser assistido
Nada vai ocultar, nada vai ofuscar
Eu perco as rédeas da besta do desejo
E hoje é você quem deve cavalgar
Porque eu confio na destreza do manejo
Nesse seu dominar, nesse abandonar

Não sinto a raiz nessa explosão
E você diz que eu sou um clarão, um clarão
Aberto pro que há pra se ver
Diz que eu sou um clarão, um clarão
E todo véu perde o sentido em você

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