Leoa

Leoa

Ela chegou de repente como quem não queria nada
Me olhou nos olhos e me ofereceu um gole de cachaça…

Quero porque quero
Teu calor, tua fogueira
Me queimando na lareira
De tuas coxas

Teu fogo
Tua imagem
Desdobrando em labareda
E sua língua inflamável
Combustão em Lumeeira

Eu quero brasa
Esse teu lume incendiando minha casa
Fogaréu

Me joga em tua fornalha
Faísca dentro d’água
Teu magma
Teu corpo

A tua imensidão
Tua flama pira a minha pira
Pira, pira, pira, pira, pira

Leoa linda
Juba de Leão
Garra de felina
Como dizer não

Do avesso me embriago,
em tua água ardente,
a correnteza de seu rio me afogou.

Óleos e incensos,
Fomes indecentes,
a mente assanhada nos acende.

Querer que invade
Mas nem penso em proibir
Tudo é permitido
Não precisa nem pedir

Vem transar ideias
Fazer o mundo girar
Tirar as coisas do lugar

Leoa linda
Juba de Leão
Garra de felina
Como dizer não

Ela é bonita de se admirar
De ver-la passar
Fico até sem ar
Ó meu Deus
Ó minha Deusa
Ó meu pai Oxalá.

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